1 Ano longe do Ninho… Em Terras Estrangeiras…

1 Ano longe do Ninho…

Em Terras Estrangeiras…

Em Comemoração do Primeiro Ano da Missão “Ad Gentes” em Narni (Itália)

Eu ainda me lembro, do dia em que aqui chegamos

- ontem, me parece – Não, me engano, semana passada talvez…

Oh, não… Um ano atrás!

Me recordo, ainda com lágrimas

os últimos abraços, a dolorosa despedida;

a última vez percorrendo aqueles corredores,

a última vista do Convento…

Um adeus, ou, um até breve!

Um ano se passou e ainda trago no coração aquele dia:

o avião acima das núvens, e lá em cima, um silêncio de Deus.

Um ano, e ainda longe dos meus irmãos

meu pais Fundadores, minha Família Missionária…

Um ano e ainda nos lembramos da partida

e em um ano esperando o retorno incerto.

Um ano e me recordo a chegada nestas terras:

os irmãos, a alegria, o medo do novo…

o sentir e pisar pela primeira vez

este nosso solo estrangeiro!

Um ano e nossa amada Terra de Santa Cruz

ainda faz falta…

Um ano se passou e ainda me maravilho,

ao ver, ao longe, o mosteiro

no alto do monte, em meio ao verde;

Senhor e escravo da solidão e do abandono…

Um ano e ainda não termino de descobrir detalhes,

de contar as pedras, de ouvir a história,

tão antiga e sempre tão nova…

Um ano apenas e a língua já parece a nossa;

os costumes compreendidos

o coração mais alargado…

Um ano, um aninho somente e tudo parece em nós cair…

Caem todas as falsas seguranças, as fantasias, apegos e ilusões.

Um ano e compreendemos que nestas terras,

nada temos senão Cristo!

Um ano e as lágrimas não param de cair

os olhos sempre úmidos, o coração ainda apertado,

a alma a soltar gritos de saudade.

Um ano e tradução para esta palavra não encontramos nesta língua…

Saudade… o que bem sentimos e tão bem explicamos…

Um ano aprendendo, silenciando, calando e orando…

Um longo ano… sempre esperando…

Um ano e tudo parece mudar, tudo vira de pernas pro ar…

Um ano e não nos acostumamos a permanecer,

não conseguimos aqui fincar raízes, senão asas…

Um ano e tudo parece já acabado: missão falida, equipe mudada…

Um ano e já não somos mais os mesmos que aqui chegaram…

Um ano, sim, um ano e tudo mudou…

Um ano e ainda somos os mesmos…

Um ano de lutas e guerras, de derrotas e de vitórias…

Um ano de choros e risos, amores e indiferenças.

Um ano e tanto carinho nos deste,

pequenos presentes e grandes maravilhas…

Um ano e Tua Mão Providente

manifestou Teu poder e Amor por nós…

Meu Deus, um ano!

um ano que a tudo deixamos

e parece que nada Te entregamos;

Um ano de hinos e novos cânticos

Um ano de silêncio e solidão…

Um ano em terras que não são nossas,

com um povo e cultura que não são nossos…

Um ano na Tua Santíssima Vontade

Um ano na Missão que nos deste.

Um ano apenas, sendo aqui um sinal,

pequeno sinal do Teu imenso Amor,

em um ano de Providência!

Um ano faz que partimos da Terra de Santa Cruz;

Um ano que deixamos a pátria da Mãe gentil,

Um ano levando Jesus – sendo sinal -

Somos aqui os filhos do Brasil!

Um ano de missão longe do aconchegante ninho.

Um ano apenas, um aninho…

Um ano, Senhor, de pura e simples gratidão!!!

Un anno, Dio mio, solo un anno, niente di più…

Un anno del Tuo Amore!

E nel cuore quel canto gioioso di una voglia

di dirti tutto quello che non abbiamo detto…

Un anno… Grazie per questo dono!

Obrigado, Senhor!

Gratidão por este um ano,

o primeiro em terras estrangeiras.

Dai-nos a graça de não ficarmos indiferentes

às Tua delicadezas, aos Teus carinhos,

apesar da frieza destas pedras…

Faz-nos reconhecer-Te, nosso Amado Deus e Senhor

enquanto caminhas conosco,

como assim o fizeste neste um ano…

Um ano… e aquele que nos trouxe,

nosso Amado Pai Fundador,

novamente aqui conosco está…

e após um ano, nos confirma na fé, edifica-nos no Amor!

Um ano e nada mais…

e quantos mais virão?

quantas lágrimas ainda derramar?

quantos sorrisos estampar?

Até quando outra língua falar?

Não importa…

O que sabemos é de Deus

e da força que nos deu neste nosso um ano,

neste um ano da CMPS em terras estrangeiras,

neste um ano dos filhos da Providência…

longe do ninho…

Um ano, Senhor…

Um ano!!!

Tacitus  †

Na comemoração do Primeiro Ano da CMPS em Narni

26. Maio. 2011

Ir. Diego Santos de Oliveira, mps

Sinais de Ressurreição

Sinais de Ressurreição

Sentimentos de um filho da Providência Santíssima nas celebrações Pascais fora de casa, em terras estrangeiras…

Ah, Providência Santíssima!
Como me faltam os teus gestos
os sinais que usas para falar
ao teu Senhor e Deus…

Eis teus filhos abandonados
às mãos de um solo ritual
dentro um Templo frio.
Ah, como me faltam teus sinais…

Tudo é solidão e saudade
Tudo é vazio… e vazio…

Domingo de Ramos:
Onde estão os feixes de ramos?
onde estão os tecidos vermelhos e verdes;
cores a se misturarem numa harmonia sem igual…

Faltam os cantos jubilosos
e a alegre procisão;
o povo que aclama o seu Rei e Senhor.
Onde está o incenso,
que se mistura entre as verdades folhagens
e suaviza o vermelho como sangue?

Quinta-Feira Santa:
Não vejo o brilho dos teus melhores objetos
preparando a celebração.
Onde estão os adornos
para a Ceia do Senhor?
A luz, a vida, a vibração das vozes?

Não vejo o sacerdote prostrar-se
como o Cristo, na memorável Ceia
a lavar os pés dos Seus…

Que belo Altar, que aconchegante Horto
tu não preparavas para a agonia do teu Deus.
Onde estão os sons solitários e agonizantes
das matracas a ecoar pela Igreja?

Onde estão os fiéis, teus filhos
a adorar-Te no coração da noite?
Onde estão as mãos,
que durante o salmo,
vão desnudando os Teus altares,
com zelo e silêncio – sem igual?

Não sinto a devoção ao sair do Templo
e a espera para o dia que virá…

Sexta-Feira Santa:
A Cruz…
sim, a Cruz, onde está?
Onde está o centro deste pesar?
O prostrar-se sobre o bem estirado tapete,
a pés descalços, a coração nú?

Não sinto aquela doce harmonia,
aquele rito penetrante, bem feito;
aquele ato de ajoelhar-se
e ir diante do Senhor e beijá-Lo.

Sábado Santo:
Ah, aqui o coração cai em prantos de recordação…
Um dia inteiro preparando a grande Noite.

Onde está aquela Igreja
transformada em Céu?
a multidão dos tapetes e flores,
as velas e castiçais, os panos…
o grande Altar a acolher a humanidade inteira?

Oh, Deus!
que belo não era entrar naquela escuridão,
ver aquela chama a criptar;
ver sendo preparado o grande Círio,
os cravos, o incenso…
a voz vibrante a entoar: Eis a luz de Cristo!

Onde está a voz,
que não se houve cantar o Pregão?
e a multidão dos fiéis em exultação a erguer as velas?
Onde está aquela melodia única
e o som daquele violão
a entrar na alma e fazê-la estremecer
à proclamação da Vitória?

Onde estão os sinos estridentes, desconexos
a anunciar um glória por meses ocultado?
As luzes, muitas luzes?
as leituras e salmos cantados?
Tudo bem preparado
e depois vivido…

Onde estão as crianças que vem a questionar,
porque noite tão diferente?
Onde está o pequenino
que vemos ser imerso nas águas batismais,
recém purificadas pelo Cristo Luz?

Ah, onde está esta magia?
Onde estão as músicas que falam mais que os sermões?
e os sermões ditos como música aos ouvidos?
Onde está a dança em torno ao Altar?
Onde estão os irmão em festa e júbilo?

Onde estão os sinais?
É Páscoa!
Jesus Cristo Ressuscitou!!!
- exclama o sacerdote e todos se saúdam – o diz, afirma,
mas os sinais não mostram esta verdade.

Ele verdadeiramente Ressurgiu,
mas falta algo, que não foi dito,
que não foi visto,
que não foi ritualizado,
que não foi cantado,
que não foi preparado…
E continuamos numa espera daquilo que a pouco acontecera.

E a alma e o coração deste filho da Providência
fica ainda num vazio…
numa incerteza, numa dúvida:
Onde estão os sinais?

É Páscoa!
Cristo Ressuscitou!!!

Volta alma saudosa unicamente a esta essência…
Este é o único sinal de que necessitas.
Ele está vivo!!!

Tacitus †

Domingo de Páscoa

24.Abril.2011

Ir. Diego Santos de Oliveira, mps

Feliz Páscoa!

“A criação geme em dores de parto”. (Rom 8,22)

Páscoa:  sopro de Vida sobre a morte.


Celebrar a Páscoa é celebrar a fidelidade de Deus para com a Humanidade. Em sua misericórdia, o Pai acolheu o mistério da paixão e morte de Seu Filho Jesus, transformando-a em vida Ressuscitada por amor a todos/as nós.

A Páscoa é um convite a fazer uma contínua travessia rememorando os eventos da História da Salvação, atualizando-os através do compromisso com o cuidado do Planeta, a defesa e promoção da vida, especialmente onde está “crucificada”.

A exemplo de tantos homens e mulheres que deram a vida pela paz e o amor de Deus no coração da humanidade, renovemos nossa capacidade de amar indistintamente e perdoar “com todos gosto e consolo do coração”.

O Ressuscitado vive entre nós, Aleluia!

Nosso abraço Pascal.

Mons Orlando, mps
Ir. Néa, mps
Ir. Zélia,mps
Fundadores da CMPS

Igreja Dialoga com Blogueiros.

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 8 de abril de 2011 (ZENIT.org) – Os Conselhos Pontifícios da Cultura e para as Comunicações Sociais convocaram um encontro de blogueiros em Roma, no dia 2 de maio.

“Este encontro tem como objetivo permitir um diálogo entre os blogueiros e representantes da Igreja, compartilhar experiências dos que trabalham diretamente neste campo e compreender melhor as necessidades desta comunidade”, explica um comunicado de imprensa emitido pelos organizadores.

“O encontro permitirá também apresentar algumas das iniciativas que a Igreja está empreendendo para entrar em contato com o mundo dos novos meios de comunicação, tanto em Roma como em outros lugares”, acrescenta a nota.

Nos dois painéis previsto, diversos relatores apresentarão alguns aspectos decisivos para uma discussão geral aberta a todos os participantes.

No primeiro painel, cinco blogueiros, representantes de diversas áreas linguísticas, abordarão temas específicos.

O segundo painel oferecerá o testemunho de pessoas implicadas na estratégia comunicativa da Igreja. Elas apresentarão suas experiências de trabalho com os novos meios de comunicação, assim como as iniciativas para assegurar um compromisso efetivo da Igreja com o mundo dos blogs.

Entre os participantes estarão o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, o arcebispo Claudio Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, e o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Ao apresentar nesta sexta-feira a iniciativa, o cardeal Ravasi reconheceu que “sabemos que no geral os blogueiros são um pouco provocadores”. Mas ele mesmo questionou: “Como seria possível ignorá-los? São sujeitos fundamentais da nova comunicação”.

Um aspecto importante do encontro será a possibilidade de estabelecer contatos e intercâmbios informais entre os participantes, para abrir no futuro novos cenários de interação.

O encontro acontecerá um dia depois da beatificação de João Paulo II, aproveitando a presença em Roma de numerosos blogueiros.

Os que desejarem participar devem enviar um e-mail para blogmeet@pccs.it, colocando o link do respectivo blog. A sede do encontro será o auditório São Pio X, na Via da Conciliação, n. 5.

Retirado do Blog da Ana Neri, http://blog.cancaonova.com/ananeri/?p=12505

Audiência da Diocese de Terni-Narni-Amelia com o Papa Bento XVI

Diocese de Terni-Narni-Amelia:

Oito mil peregrinos da Diocese encontrarão o Papa Bento XVI:

“Trabalhar para um emprego seguro, estável e digno”

 
A participação superou as expectativas, uma mobilização geral, que soa como um apelo forte para se manter firme e concreta a questão do trabalho em memória de João Paulo II.Oito mil peregrinos da diocese estará em Roma no sábado, 26 de março no Paolo Aula VI, 12, para conhecer o Papa Bento XVI, numa audiência especial que celebra o 30 º aniversário da visita do Papa João Paulo II em el’Acciaieria Terni, que teve lugar 19 de março 1981 Festa de São José, padroeiro dos trabalhadores e para chamar a atenção de volta ao tema quente de trabalho.Trinta anos atrás, a usina foi a primeira fábrica italiana, onde o Papa veio a conhecer e conversar com os trabalhadores do seu emprego e trabalho decente. Nessa ocasião, o Papa escolheu Terni para lançar ao mundo uma mensagem de proximidade e interesse no mundo inteiro de trabalho.

Quarenta e paróquias, associações e movimentos da diocese (São Vicente e Caritas, Comunidade de Santo Egídio, Centro de Voluntariado de sofrimento, UNITALSI, ACLI, Ordem Equestre do Santo Sepulcro), dezessete escolas de diferentes tipos e níveis, as empresas pequenas e grandes fábricas (ThyssenKrupp, a fábrica de armas, fábrica de produtos químicos de Polímeros, da Investigação Terni, engenharia Pulsoni, Nizzi Transporte, serviços integrados COSP, Te.co Ltd.), associações e sindicatos, Hospital, Rotary, prefeitos de municípios da diocese, conselheiros e vereadores, o presidente da Região da Úmbria e outros representantes de instituições regionais deram o seu apoio à peregrinação “a um emprego seguro, digno e estável” .

“Bento XVI quis dar uma ênfase especial na nossa própria iniciativa – disse o bispo Vincenzo Paglia -. Neste momento difícil para todos e especialmente para o mundo de trabalho diversificado, tem sido a minha preocupação com o Papa sublinhou a necessidade de e incisivo discurso autoritário que suporta os trabalhadores, suas famílias e todos aqueles que se esforçam para superar a crise. Sabemos as dificuldades que muitas empresas estão passando, mas acima de tudo sentir a tragédia de tantas pessoas que não conseguem encontrar trabalho, e acho que especialmente os jovens, o que não parece possível para um futuro pacífico. Depois, há muitos desempregados, cerca de difícil retorno ao trabalho, outros perderam, sem qualquer rede de segurança social. Temos de ter toda a certeza de um trabalho que seja seguro, digno e estável, porque é isso que estamos a construir o futuro da cidade e do país. Estas preocupações trará ao Papa dizer uma palavra para nós, para nosso país e quem ouve. “

Esta peregrinação é um sinal de grande companheirismo e de coesão. E é significativo que todas as cidades são encontrados juntos, a fim de manifestar os valores do diálogo, trabalho e encontro.

audiência especial em que o Bispo Paglia vai dar Papa Bento um ícone de ouro que retrata São Valentim, pratos de cerâmica artesanal da Úmbria, um box que reúne em uma edição exclusiva de cinco cartas pastorais do bispo: “A Eucaristia salvar o mundo”,”A Bíblia restaura o coração “,” O Caminho do Amor “,” A Eucaristia e a cidade “e” Deixe-me vir a mim “que têm marcado um do Sínodo Diocesano.

A verdadeira felicidade!

Les Béatitudes

Les béatitudes nous donnent un message paradoxal. Elles parlent de bonheur, mais un bonheur qui va tout à fait à l’encontre du monde. Qui oserait dire bienheureux les pauvres alors qu’on fait tout pour éradiquer la pauvreté ? Qui proclamerait heureux les doux et les pacifiques dans un monde de violence et de lutte sans merci ? Pourtant les Béatitudes sont les clés qui permettent au chrétien d’ouvrir la porte au vrai bonheur de sa vie. Ce bonheur annoncé par le Christ, il faut l’éplucher comme un fruit à l’écorce rébarbative qui ne donne à goûter toute sa saveur qu’après tout un travail. Ce n’est qu’au bout de tout un temps, qu’on peut goûter les Béatitudes. Il faut accueillir en soi ces paroles, les méditer, les prier dans le silence du cœur profond. Nous recevrons alors la grâce de les vivre.

Tradução:

As Bem- aventuranças

As bem-aventuranças nos daáuma mensagem paradoxal. Elas nos falam de felicidade, mas uma felicidade que vai muito ao contrário ao mundo.
Quem ousaria dizer “felizes os pobres”? Então que fazer para erradicar a pobreza?
Quem proclamaria “felizes os mansos e os pacíficos” no mundo de violência e de luta?
Portanto as bem-aventuranças são as chaves que permitem ao cristão abrir a porta à verdadeira felicidade de sua vida. Esta felicidade anunciada pelo Cristo é como um fruto de casca áspera que é preciso descascá-lo, que permite experimentar todo sabor após todo um trabalho. É ao fim de todo um tempo, que se pode saborear as Bem-aventuranças. 
É preciso acolher em si estas palavras, meditá-las, rezá-las no profundo silêncio do coração.
Nós recebemos então a graça de vivê-las. 

Fonte: http://www.kerit.be/homelie.php

Pe. Saul Muniz Filho, mps.

Rede (Internet) e Ciberteologia

CMPS – Comunidade Missionária Providência Santíssima

RESENHA do L’Osservatore Romano – nº 2.143 de 15.01.2011
(com base no original de 01.01.2011 de “La Civiltà Cattolica”)

 O risco de se deter no “como” – Rede e Ciberteologia

Tecnologia não é somente uma forma de viver a ilusão do domínio sobre as forças da natureza, na perspectiva de uma vida feliz.  Intrinsecamente ligada aos sentimentos e aspirações humanas de autonomia e liberdade, a Tecnologia é a força de organização da matéria num projeto humano consciente.  As idéias impulsionam realizações materiais, cuja concepção é direcionada a priori para a utilização e serventia.  Por exemplo, o avião em relação ao carro, nos abriu novas perspectivas.  A imprensa escrita em relação ao discurso oral, nos enriqueceu com detalhamentos culturais diversos.  O cristão sabe ver na tecnologia, o chamado de Deus a dar forma (e transformar) a criação com o auxílio de instrumentos e procedimentos, ou seja, é um verdadeiro dom.  Convém ressaltar e ponderarmos, que o desenvolvimento tecnológico pode nos induzir à errônea idéia da auto-suficiência, quando nos interrogamos somente quanto ao “como” (meios utilizados, metodologias), deixando-nos órfãos quanto aos “porquês” (relação de causa e conseqüência) fomos impelidos a agir, o que convenhamos, se configuraria numa análise parcial e pouco probatória.  De forma peculiar, avançamos em passos largos na busca incansável pelas vias da plenitude do conhecimento, o que na verdade, realça nossa finitude (limite humano frente à amplitude de Deus).  As armadilhas de um círculo vicioso de saber tendencioso devem ser neutralizadas a favor de um círculo virtuoso, no qual tecnologia e espiritualidade possam conviver, e mutuamente, desenvolver uma transparente reflexão teológica.  Questionamentos superficiais quanto à compreensão do sagrado, são tão levianos quanto a falta de maturidade na correta interpretação dos avanços tecnológicos, que em essência, direcionam-se (como já anteriormente mencionado) ao aprimoramento social.  Nosso entendimento deve ser responsável, para evitarmos o tecnopaganismo, visto ser inegável a utilização cristã de meios digitais de comunicação para propagação de valores cristãos essenciais à valorização da vida em sua plenitude, excluindo-se os insensatos radicalismos e exacerbações extremistas momentâneas.  Devemos ser agentes ativos no estabelecimento de links no chamado ciberespaço, estimulando fóruns, sites teológicos, grupos de discussões, mailing lists, blogs, bem como, outras iniciativas digitais inclusivas, para aprimorar os esclarecimentos quanto a eventuais dúvidas sobre a Boa-Nova, enriquecendo a reflexão e traduzindo o entendimento em obras.  Devemos nos acostumar com a inteligência da fé na era das redes digitais integradas, modelando a escuta e a leitura da Bíblia, o modo de compreender a Igreja, a Liturgia, os Sacramentos, etc.  Hoje é muito fácil constatar que a Internet, o Skype e outras iniciativas tecnológicas emergentes (de telefonia digital à longa distância com custos permissíveis) contribuem para formar a identidade religiosa das pessoas.  A ciberteologia, portanto, não é uma reflexão sociológica sobre a religiosidade na  Internet, mas sobretudo, é fruto da fé, que desencadeia impulsos no modo de pensar, agir, conhecer, comunicar e viver.  Isso representa enorme desafio para as pastorais, visando prover a necessária adequação de sua atual linguagem e expressão às novas realidades, pois todos são efetivos agentes de mudança, devendo ser assertivos na comunicação e compreensão das mensagens teológicas, evitando-se interpretações díspares.  Nós cristãos, somos chamados a sermos mediadores entre o Logos e a cultura digital, agindo com sabedoria, buscando serenidade e enfrentando dificuldades advindas de tarefa tão exigente (e irreversível), objetivando entrarmos no que se denomina “vida unitiva”, ou relação de profunda união com Deus, como nos convém.

Post Scriptum

Ciberteologia - apurar o uso das novas mídias na complexa missão de comunicação no mundo globalizado, para disseminação de conteúdo teológico.

Tecnopaganismo - associação da divinização da tecnologia como fim e não como meio; deriva do vocábulo “pagão”, que significa aquele que ignora; trata-se de adaptação cristã para o termo “gentio”, que para os judeus era quem não conhecia Yahweh e não vivia sob as regras do Torah.  No mundo ocidental, os não-cristãos que desconhecem os preceitos bíblicos.

Logos - um dos elementos estruturantes do discurso argumentativo (retórica), referindo-se ao conteúdo da mensagem; inteligência racional; aperfeiçoamento contínuo; argumentação sustentável; clareza e objetividade; convencimento mútuo.  Os outros elementos são:  Ethos -origem; ética; respeito; integridade; justiça; honestidade e credibilidade do orador; e Pathos - destino; empatia; paciência; flexibilidade; energia pessoal, emoções e adesão dos ouvintes.

Oração dos pais pela vocação dos filhos

Tomar um tempo de Louvor: Louvar ao Pai. Rezar ao Espírito Santo 

Dizer juntos a oração seguinte:

Senhor Jesus, nós te confiamos nossas famílias. Nós somos os pais de….(dizer os nomes dos filhos). Toma-nos sobre Tua santa proteção. Hoje, nós estamos reunidos para te pedir de chamar um ou mais de nossos filhos para te seguir.
Nós estamos certos que tu os sustentarás e que Tu nos ajudarás discretamente a os encorajar para que eles possam responder ao Teu chamado. Que nós não sejamos inquietos do “Vem e segue-me”. Que o Espírito Santo reze por nós, em nós e sobre nós, que Ele nos envie seu espírito de sabedoria, seu espírito de confiança, de perseverança, de unidade e de amor.

Bendito seja o senhor!

Tempo de silêncio

Ladainha dos santos:

-         Cristo tende piedade de nós;
-         Senhor tende piedade de nós;
-         Cristo tende piedade de nós;
-         Cristo escuta-nos e atendei-nos;
-         Pai do céu, Senhor Deus – Tende piedade de nós;
-         Espírito Santo – Tende piedade de nós;
-         Santa Maria mãe de Deus,Coloca em nossos corações de pais uma fé ardente
-         Santos Miguel, Gabriel, Rafael e todos os santos arcanjos,  Coloca em nossos corações de pais uma fé ardente
-         São João Batista, Coloca em nossos corações de pais uma fé ardente
-         São José, Coloca em nossos corações de pais uma fé ardente
-         São Pedro e São Paulo, Coloca em nossos corações de pais uma fé ardente
-         Todos os santos Apóstolos e os santos Evangelistas do Senhor, Coloca em nossos corações de pais uma fé ardente
-         Todos os santos discípulos do Senhor, Coloca em nossos corações de pais uma fé ardente
-         (invocar cada santo patrono dos filhos)
           Coloca em nossos corações de pais uma fé ardente
-         Todos os santos e santas de Deus, Coloca em nossos corações de pais uma fé ardente

Orações espontâneas com agradecimentos

Oração a Virgem Maria

Ps. Oração aprovada pelo Arcebispo de Lyon e rezada pela diocese de Frejus-Toulon pelas vocações.

Traduzido do Francês por Pe. Saul Muniz Filho, mps.

Por que esperamos em Jesus?

Quando olhamos para a liturgia deste domingo, vemos que Jesus tira o pecado do mundo, pois Ele é o Santificador. É notável perceber que no hebraico, servo e cordeiro, é a mesma coisa “TALYA”. Somos convidados a fazer a experiência do salmista (Sl. 39) que espera no Senhor, pois Ele é o próprio holocausto, o cordeiro inocente que será imolado.

Na 1ª leitura de Is. 49,3-5.6; é mencionado sobre a luz das nações, um servo que atingirá a todos.

Quando ouvimos isso já recordamos o Evangelho de Jo. 1,29-39 no qual temos João Batista que sabe seu lugar, tanto que reconhece que está preparando o caminho para o Cordeiro, o Servo, pois Ele será  luz para as nações. Jesus tira o pecado do mundo, graças ao ensinamento que Ele dá e por ele se fazer o próprio holocausto para nos salvar. Esta realidade levou Jesus a ter homens que desse testemunho como o apóstolo Paulo, que é um enviado de  Cristo, e sabe salientar a unidade como o Senhor quer, tanto que nas suas comunidades reconhece Jesus como o único Senhor da Igreja (1Cor. 1,1-3).

Refletindo assim nos perguntamos se já fizemos uma experiência intima com Aquele que é cheio do Espírito Santo? Será que buscamos imitar a Jesus, será que buscamos ser santos, a viver em comunidade, a viver na Igreja?

Vamos valorizar o que Jesus fez por nós, porque com o seu gesto podemos esperar e confiar Nele.

Quem sou Eu?

(Mateus 5, 13-16 )

Jesus nos diz que somos o sal da terra e luz do mundo.
O sal é uma pequenina substância mas muda o sabor de todo um prato. A luz pode vir de uma pequenina chama ou de uma simples lâmpada e, portanto ela ilumina um grande espaço.

Nós sabemos bem o quanto um sorriso inesperado, um presente surpresa ou uma atenção de um amigo transforma o nosso dia  e nos enche de alegria. A vida é feita de detalhes, de milhares de pequenos atos que influem consideravelmente na vida dos outros. Cada um de nossos atos feitos por amor pode ter conseqüências incalculáveis na vida do outro. Se cada cristão fizesse um ato de caridade, seria dois milhões de atos de caridade que inundariam o mundo, o tornando melhor, mais feliz e mais apto para acolher a mensagem de Jesus Cristo.

“Ao fim de vossa vida, vós sereis julgados pelo amor”. (São João da Cruz)

Nossas atenções para com os outros podem ser ativas ou passivas: isto pode ir da brincadeira que alegra um momento de tristeza até se tornar disponível aos outros, apesar de nossas ocupações. Com coisas simples como estas também nós exercemos a caridade para com nossos próximos e nós mostramos a Jesus que nos sacrificamos nos unindo a Ele. Nós tornamos a vida mais agradável aos outros e ao mesmo tempo, nós entramos na vida cristã.

Fonte: http://viechretienne.catholique.org/meditation/9839-qui-suis-je.
Traduzido do Francês por; Pe. Saul Muniz Filho, mps

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